quarta-feira, 25 de maio de 2011

Espaço d'ELAS - Elas não são mais as mesmas - por Catarina

É que muitas coisas vem mudando com o passar do tempo e aqueles jargões só se tornam mais repetitivos. “Na minha época, no meu tempo, antigamente.” Sim, eles só nos lembram o quanto as coisas mudaram e “evoluíram”.  Ficar até tarde com namorado sem um pastorador; mulher administrando finanças da casa e trabalhando o dia todo; 1 ou dois filhos no máximo por família; mulher que não sabe cozinhar, costurar, limpar e arrumar; a falta de importância com o zelo da imagem e pudor; menos respeito, menos tempo, menos filhos, menos diálogo menos coisas de mulherzinha, menos tudo, ops, tudo não, mais brigas, mais desencontros, mais preocupações, mais mais mais...

A verdade é que existe uma busca implacável por direitos iguais entre homens e mulheres, porém obrigações sociais diferentes. Nosso corpo, nossos talentos e desejos foram projetados de forma que é impossível tentar a igualdade nisso, porém os direitos tem que ser iguais. Eu até acho que a mulher tava muito bem em casa se dedicando a família e que essas instituições eram bem mais fortes. Mas umas mulherzinhas da vida em um ato de protesto reivindicaram direitos de ir trabalhar, de ter mesmo direito de voz e blá blá blá. Pois bem, nós ganhamos tudo isso, trabalho, voz, direitos. Parabéns? Não, nós continuamos tendo que arrumar casa, educar filhos, temos que ser princesas e gatas burralheiras em um mesmo dia. Eu não tenho uma posição muito firme quanto ao movimento feminista, por outro lado acho que ele contribuiu para evolução intelectual das mulheres, ajudaram a abrir a nossa cabeça. Só me pergunto: até onde vale a pena sermos radicais?

Esse papinho de papeis iguais até funcionaria, se uma vez a mulher engravidasse e na outra o homem, se homem tivesse a mesma sensibilidade que mulher e mulher a mesmo força de homem. Mas já que não ocorre vamos aderir à filosofia do cada um no seu quadrado.

A grande questão está na busca por direitos e não por papeis iguais, e nisso eu até concordo, mas também concordo que é um debate pra muitas horas. Uma pesquisa mostrou que a mulher com o mesmo grau de instrução e qualificação que um homem ganha até 35% menos. Sim minhas caras, aqueles tempos não voltam mais, é seguir tendo que fazer malabarismo para cumprir com nossas obrigações e nos conformar que não somos mais iguais.

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